A aba do chapéu da menina Árida descaía sobre os olhos, como que voluntariamente, como quem tem lágrimas para limpar. Os saltos altos partiram-se, os sapatos atirados ao chão. Na saia rodada, o vento não ousava entrar, não havia espaço para mais nada, para além da tristeza da menina. O olhar da pobre, pregado nas ondas, que se desfazem nas rochas, e assim sempre será.